Operadoras investem em medicina preventiva e gestão de crônicos para conter custos. Programas de prevenção reduzem internações em 28% e uso de pronto-socorro em 34%.
Diante do cenário de alta sinistralidade e pressão por sustentabilidade financeira, as principais operadoras de saúde suplementar do Brasil estão intensificando investimentos em programas de medicina preventiva e gestão de saúde populacional. A estratégia visa reduzir internações e procedimentos de alto custo por meio do acompanhamento proativo dos beneficiários.
Programas de gerenciamento de crônicos, check-ups preventivos e ações de promoção de saúde já demonstram resultados significativos. Dados da FenaSaúde indicam que beneficiários participantes de programas de prevenção apresentam, em média, 28% menos internações e 34% menor utilização de pronto-socorro em comparação aos que não participam.
Tecnologia a Serviço da Prevenção
Aplicativos de saúde, dispositivos vestíveis (wearables) e inteligência artificial estão sendo integrados aos programas preventivos das operadoras. Plataformas digitais monitoram indicadores de saúde em tempo real e alertam equipes médicas sobre pacientes em risco, permitindo intervenções precoces que evitam complicações.
A Unimed, maior sistema cooperativista de saúde do país, anunciou investimento de R$ 500 milhões em seu programa de atenção primária digital, que combina acompanhamento por equipes multidisciplinares com monitoramento remoto de pacientes com diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Especialistas em gestão de saúde avaliam que a transição de um modelo reativo (focado no tratamento) para um modelo preventivo (focado na manutenção da saúde) é o caminho mais sustentável para o setor. A ANS tem incentivado essa mudança por meio de regulações que bonificam operadoras com programas de prevenção bem estruturados e resultados mensuráveis.
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